Minha primeira tempestade de areia

Olá meus amores;


Já fazia um tempo em que não escrevia sobre minhas aventuras, mas hoje no caminho para minha aula, um pequeno vento cheio de areia, passou por mim, enquanto dirigia e me lembrei dessa história…

Há muitos anos atrás estava em um contrato em Al Ain, onde moro hoje. Era meu dia de folga e estava na estrada a caminho de Dubai.

Então, de repente me deparei com o famoso “temporal de areia”, comum em Al Ain, mas aquele não era um simples vento com areia, era literalmente uma tempestade de areia , nunca tinha visto igual e me encantei, kkkkkkk, digamos assim, a Loka !

Achei o máximo, apesar do medo, pois o vento era muito forte, fazendo o carro balançar a ponto de perder a estabilidade do mesmo e areia era tanta que simplesmente tomou conta da estrada e nada se enxergava.

Então parei o carro, peguei a minha câmera de vídeo e quis gravar aquilo para mostrar para meus pais.

Oh meu Deus, quanta inocência, para não dizer, burrice mesmo, rs.

Gente, a câmera ficou coberta de areia assim como eu e enquanto tentava falar para dizer o que estava acontecendo, a areia entrava na boca, assim como nos olhos que em instantes começaram a arder, logo me dei conta de que havia cometido um grande erro!

Corri de volta para o carro, que também encheu de areia, assim como meu corpo todo.

Nada gravei, mas aprendi que não se deve enfrentar uma tempestade de areia por diversão , muitos risos!

Warda Maravilha 

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É árabe, então sabe tudo…Dançou ou dança fora, sabe tudo…

É árabe, sabe o que fala…

Dançou em países árabes, sabe mais …

Será?!
Vejo muita gente pensar dessa forma e muitos “profissionais ” se intitulando como “os melhores ” porque” dancei ou dançam” em países árabes, ou por serem árabes e de fato vos digo que isso não é uma verdade absoluta.

Como assim Warda?! 

Pois é, lhes digo isso, exatamente pela minha experiência de quase 19 anos morando e dançando em países árabes.

Dançar fora nem sempre é sinônimo de dançar bem ou ser melhor, porque se a mesma não treinar e continuar estudando, ela não evoluirá. Lembrando que estou me referindo sobre dança e não sobre a experiência de morar em um país estrangeiro.

Assim como vejo muitos professores árabes enganando as pessoas, ensinando absurdos em nome do título de ser árabe.

Conheço músicos fantásticos, porém não sabem tocar para bailarina. Mas Warda, não é a mesma coisa? Não, não é! 

Conheço muitas árabes que não sabem o nome de nenhum ritmo e muito menos sabem dançar;

Conheço egípcias que não sabem o que é “dança meleya ” ou sobre as diferenças de figurino da mesma;

Vejo professores em festivais famosos de dança no Egito sem nenhuma técnica ou mesmo sentimento. Ah, mas é egípcio(a) então sabe das coisas;

Vejo músicos árabes em países estrangeiros, que em seu país nunca tocaram um derbake;

Vejo bailarina que passa um dia em Dubai, por exemplo, depois sai ministrando workshop do “seu tour”…

E a lista é longa e isso não está acontecendo apenas no Brasil e sim no mundo bellydance.

Portanto, cuidado!

Talvez você esteja sendo enganado.

Mas Warda, não é você que sempre diz para estudarmos profissionais árabes? 

_ Sim, profissionais de verdade, pois nos dias atuais, nosso mercado está cheio de charlatanismo e invenções.

👉🏻 Pesquisem mil vezes se for preciso antes de aceitarem as “verdades” que vos são ditas como únicas!
O assunto é complexo, por isso, preparei um vídeo falando sobre isto mais detalhadamente no meu canal Universo bellydance, que postarei em breve…

Beijos da Warda Maravilha

Quem é Najwa ?Fouad 

Pessoal, infelizmente conheço muita gente que não tem idéia de quem é ela, ou de bailarinas da era de ouro.

A questão não é o gosto pessoal, mas sim o conhecimento de bailarinas maravilhosas, que fizeram história no mundo bellydance, como Najwa Fouad, Mona Al Said, Tahia Carioca, Sohia Zaki, Nadia Jamal, entre muitas outras.

Fica a dica 😉💋

#universobellydance #wardamaravilha #vidadebailarina

Caiu no palco? Levanta…

Caiu no palco? Levanta…

Ah … cair no palco…péssimo, mas pode acontecer com qualquer um em qualquer lugar, e todos sabemos disso. Era meu terceiro dia no meu segundo contrato nos Emirados Árabes Unidos. Eu usava um sapato plataforma enorme, rsrs, achava que precisava pra aparecer mais alta.

 

Estava no fim do show, girando para depois me despedir e sair do palco. Então as famosas franjas estouraram e pisei nas missangas, escorreguei e fui para o chãoo. Não tive tempo de pensar em fazer nada, foi tudo muito rápido, afinal de contas eu estava girando loucamente, risos…

 

Aquilo foi o fim pra mim. O restaurante não estava cheio, mas aquela sensação nunca mais esquecerei. Eu fui embora chorando, querendo me enfiar num buraco e nunca mais sair dele, pensava “quero ir embora”, e chorava muito, risos. Aliás chorei por 3 dias seguidos, e se pudesse não iria para o show, não estava em condições psicológicas de dançar.

 

 

 

Mas tive que dançar do mesmo jeito (risos). Não sabia como lidar com aquilo: como assim cair??? Não, isso nunca poderia ter acontecido comigo!!! Nesses 3 dias fui para o palco de cabeça baixa, com vergonha de mim mesma. Pensava que todos iriam se lembrar e comentar o tombo enquanto estivesse dançando, risos.

 

 

Depois com o tempo fui esquecendo desse ocorrido… Aprendi que isso acontece e que é normal, blablabla… e estava lá firme e forte de cabeça erguida. E troquei de sapato, risos.

 

 

Um outro contrato, depois de anos no mesmo restaurante, estava no auge da minha carreira, me achando o máximo, gira pra cá, gira pra lá, termina a música e o músico me chama pra falar algo. Eles ficavam num degrau acima do palco, então quando fui subir pisei na ponta da saia e caí de quatro para o público. Era uma quinta feira, o restaurante estava lotado, e ouvi um coral aaaaaaaaaaa. Nossa, aquilo me matou! Me levantei, olhei para todos e fiz uma gracinha e disse “estou bem, estou bem”. Tentei sorrir da situação, mas estava transtornada, era claro que ainda não sabia lidar com “os tombos”…risos.

 

Voltei a dançar e em uma das mesas uma mulher me olhava e ria enlouquecidamente. Não suportei e meus olhos encheram de lágrimas e tive que parar de dançar.

 

Entrei para a sala do fundo e chorei muito, com muita vergonha e não queria mais voltar naquele dia. Mas o gerente me veio com um mega copo de água com açúcar, eu tomei, e me pediu generosamente para eu terminar o show. Detestei aquele homem naquele momento: “como assim? Ele não está vendo que estou magoada?”, risos. Mas criei uma força que nem sei de onde veio, e lá fui novamente para o palco, e assim que entrei me aplaudiram. Daí não sabia se chorava mais pela vergonha ou felicidade, mas o fato é que eu teria que continuar o show.

 

Dancei enlouquecidamente, sorria e a raiva tomou conta de mim, a raiva do tombo, (risos, é claro), então coloquei toda minha emoção e naquele momento dancei como se fosse o último show da minha vida. E pra finalizar ainda fiz caída turca para mostrar que eu sabia cair profissionalmente, risos, (isso tudo estava na minha cabeça, é claro, risos).

 

Mas os shows continuaram, aquilo ficou para trás, nãoo chorei depois e até consegui rir do acontecido.

 

Outra situação: era um casamento e fui dançar. O piso era de taco e sabe aqueles soltos? Pois é, o salto do meu sapato entrou entre os espaços e não me lembro bem qual o movimento que fazia (essas coisas são tão rápidas, risos). Eu caí e fui pra trás escorregando, e caí com as duas pernas para cima, (muitos risos), ainda bem que estava de shorts. E para minha surpresa ninguém riu, ou melhor, não tiveram reação nenhuma. Me olhavam como se nada tivesse acontecido. Então quem disparou a rir fui eu. Acho que o tombo foi tão bizarro que nem eu mesma me aguentava, e quase não conseguia mais dançar de tanto rir.

  

Bom, aprendi a lidar com isso depois dessas experiências. Mas a verdade é que ninguém se levanta igual, não é mais o mesmo glamour. Desconcerta qualquer um, mesmo o mais profissional. Ninguém quer cair , mas vai fazer o que? Sair correndo e chorar? Risos, como eu fiz? Não, não, não. Caiu? Levanta de cabeça erguida, faz uma graça por mais sem graça que estiver, e continua a dançar maravilhosamente. É fato que o tombo estará na sua mente, mas sorria, lembre se de algo divertido e dance muito, dance melhor ainda.

 

Seja a heroína maravilhosa!
E reze pra ninguém ter gravado e postar no youtube (rindo muito).

  do fundo e chorei muito, com muita vergonha e não queria mais voltar naquele dia. Mas o gerente me veio com um mega copo de água com açúcar, eu tomei, e me pediu generosamente para eu terminar o show. Detestei aquele homem naquele momento: “como assim? Ele não está vendo que estou magoada?”, risos. Mas criei uma força que nem sei de onde veio, e lá fui novamente para o palco, e assim que entrei me aplaudiram. Daí não sabia se chorava mais pela vergonha ou felicidade, mas o fato é que eu teria que continuar o show.

 

Dancei enlouquecidamente, sorria e a raiva tomou conta de mim, a raiva do tombo, (risos, é claro), então coloquei toda minha emoção e naquele momento dancei como se fosse o último show da minha vida. E pra finalizar ainda fiz caída turca para mostrar que eu sabia cair profissionalmente, risos, (isso tudo estava na minha cabeça, é claro, risos).

 

Mas os shows continuaram, aquilo ficou para trás, nãoo chorei depois e até consegui rir do acontecido.

 

Outra situação: era um casamento e fui dançar. O piso era de taco e sabe aqueles soltos? Pois é, o salto do meu sapato entrou entre os espaços e não me lembro bem qual o movimento que fazia (essas coisas são tão rápidas, risos). Eu caí e fui pra trás escorregando, e caí com as duas pernas para cima, (muitos risos), ainda bem que estava de shorts. E para minha surpresa ninguém riu, ou melhor, não tiveram reação nenhuma. Me olhavam como se nada tivesse acontecido. Então quem disparou a rir fui eu. Acho que o tombo foi tão bizarro que nem eu mesma me aguentava, e quase não conseguia mais dançar de tanto rir.

  

Bom, aprendi a lidar com isso depois dessas experiências. Mas a verdade é que ninguém se levanta igual, não é mais o mesmo glamour. Desconcerta qualquer um, mesmo o mais profissional. Ninguém quer cair , mas vai fazer o que? Sair correndo e chorar? Risos, como eu fiz? Não, não, não. Caiu? Levanta de cabeça erguida, faz uma graça por mais sem graça que estiver, e continua a dançar maravilhosamente. É fato que o tombo estará na sua mente, mas sorria, lembre se de algo divertido e dance muito, dance melhor ainda.

 

Seja a heroína maravilhosa!
E reze pra ninguém ter gravado e postar no youtube (rindo muito).

Invasão no meu show: Socorro!


Ah dançar dabke, todos nós amamos Dabke, não é mesmo? Mas agora eu te pergunto, e quando invadem o palco no momento em que você está dançando: o que você faz? Bom, isso no Brasil acontece muito, e pelo que sei, não mudou muito nos dias de hoje – risos. É péssimo!

 Eu estava no palco em Abu Dhabi dançando lindamente, era um casamento e eu “me achando a linda”. O pessoal estava super animado, quase pulando da cadeira, gritando e batendo palmas como se fosse a última festa da vida deles – risos. Então era o momento de dançar com o bastão. Mas mal o músico iniciou a melodia que indicava ser um “dabke”, e já foram se levantando e invadindo o palco para o meu desespero. E eu pensando: “como assim? Não vou poder girar meu bastão enlouquecidamente? Nãooooo – risos.

 A princípio me coloquei no meio da roda, onde vinha um e outro para dançar comigo. Eu tinha em meu rosto um sorriso amarelo e me sentia insatisfeita ainda pensando: “Acabaram com meu show ( muitos risos)”. Não demorou muito para esquecerem que ali existia uma bailarina e que naquele momento era para ela estar dançando, ao invés deles”. Tudo isso queimando em meus pensamentos, risos. Decidi então entrar na roda e dançar junto. Então pensei: “Ah é agora que vou mostrar que sei dançar isso muito bem”. E pulava para lá e para cá, descia e subia do chão, girava e pulava. E as pessoas todas felizes comigo e com meu show “à parte”, digamos assim. E eu mais feliz ainda de voltar a ser o centro das atenções, risos.

 A música finalmente terminou depois de mais ou menos 15 minutos direto, assim como meu show naquele dia. Eu não estava contente pois tinham estragado meu show!

 Depois pensando melhor no acontecido disse a mim mesma: “Nossa que delícia, nem vi o tempo passar” – risos.

O fato é que eu desejava e esperava sempre ser o centro das atenções, afinal eu estava dando o meu melhor e claro que eu queria que não tirassem os olhos de mim nem por um segundo. Queria que todos saíssem do meu show e dissessem “Nossa que bailarina fantástica!” . Então não queria perder meu tempo chamando ninguém pra dançar comigo, eu era total “egoísta”, risos. Mas com o tempo vamos aprendendo a relaxar e ver o lado positivo das situações e principalmente a interagir com o público e assim amadurecendo.

Portanto se não puder brigar é melhor juntar –se a eles, sorrindo e pulando feliz da vida, porque o show irá terminar e você não estará muito cansada – muitos risos.

OBS: em dias normais aqui nos Emirados Árabes Unidos, caso o público invada o palco enquanto estiver dançando, o segurança entra e pede “educadamente para que se retirem”. Já no Brasil…risos.

 Beijinhos dançando dabke pra vocês!

 

A caminho de Moscow, aeroporto…

Memórias de Warda Maravilha 
A caminho de Moscow…e no aeroporto…
E quando eu penso que nada mais bizarro poderia acontecer em aeroportos comigo, eis que aconteceu, e definitivamente desiti da ideia de que eu e aeroportos somos melhores amigos, rsrsrs….

Em Dubai, quando tiravam minhas malas do carro, que ia deixar com uma amiga, eu disse para deixar a mala “a” porque iria levar comigo, e subi para me despedir, correndo como sempre apesar de estar bem adiantada em relacao ao horario do voo. Coisa rara de acontecer, pois geralmente estou sempre no limite do horario, rsrrs.

Entao quando chego no aeroporto, cade a mala? Ficou no hotel.


Eu disse ao motorista para me levar de volta, e ele reclamando que estava atrasado e que tinha que voltar pra Abu Dhabi e eu rebatendo dizendo que foi erro dele, entao que me deixasse no hotel e de la pegaria um taxi de volta para o aeroporto.

Enfim ele me levou. Corri mais uma vez, rsrsrs, peguei a mala, voltei para o aeroporto que eram apenas 10 min de carro desse hotel.

No check in a moca me perguntou se nao tinha o “visto” de volta para Dubai, eu disse que enquanto estivesse em Moscow, o visto seria feito, como tinha a passagem de volta e o gerente estava de otimo humor me permitiram embarcar. 

Fui feliz da vida, cantando e pensei em colocar meu lap top na mala de mao, mas mudei de ideia. Subi na escada rolante, a mala escorregou, me desequilibrei e nao consegui pega-la, entao ela rolou escada abaixo e parou no meio da passarela rolante.rsrsrsrsr( muitos risos). Tudo foi muito rapido. A sorte que nao tinha ninguem na escada naquele momento. E sorte que meu lap top nao estava la, porque senao estaria em mil pedacos depois da queda. Ufa… Na escada ao lado tinha um casal de senhores que acompanhavam a cena desacreditando e mais um homen que se matava de rir, mas tentou disfacar ate que eu disparei a rir que chorei. Foi cena de filme de comedia e terror! Rsrsrsrs. Enquanto olhava a mala pulando de degrau em degrau tentava lembrar o que tinha na mala para quebrar, rsrrsrsrsr.

Peguei a mala e entrei na passarela rolante, o casal estava atras de mim comentando o acontecido, e eu rindo muito, deixei cair o cartao de bordo. A senhora foi pegar para mim e nao conseguia e parou todo mundo da passarela que se batiam entre si. Rsrsrsrsrrsrsrsrsrs, muitos risos. Ai que vergonha, ela foi tao fofa! Quando finalmente pegou ela me disse: _ Guarda com cuidado agora( muitos risos).

Depois de rir muito disso, era hora de voltar. Meu visto nao tinha ficado pronto, entao correria pra adiar o horario do voo, e mais 6 horas de espera, tomando varios cafes no aeroporto para nao dormir e perder o voo pois isso ja aconteceu comigo, rsrrss.

Entao aproveitei e escrevi este texto pra voces! Hehehehhe…

Beijos da Warda Maravilha ❤️